Não tenho sido levado pelo vento
Por mais que ele passe por mim
Pode ser que eu não esteja atento
Pode ser que ele queira assim
Só fico observando sua dança
Seus suspiros, uivos e rodopios
Amenizando o calor da destemperança
Nem por isso extinguindo meus calafrios
Então o vento passa, se esconde
De vez em quando volta
De vez em quando vem de longe
Acariciando a minha porta
Só encontro uma tímida brisa breve
Que nem sequer alcança o que nem eu vejo
Quando espero um vendaval que me leve
Para me varrer de meu desejo
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Lindíssimo poema!
ResponderExcluirAbraço,
Mariana