quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Revolta da Natureza

Quando olhei para trás e lhe vi
Não imaginei que seria a última vez
Que a olhava com o mesmo encanto de quando a descobri
Vagando distante no pensamento, e um eterno apaixonado me fez

Não percebi que as ondas estouravam raivosas
E o vento transtornado minha pele dilacerava
Foram as únicas testemunhas naquela manhã chuvosa
De um lindo amor que acabava

Nem eles se conformaram
Com tamanha desilusão
Então se armaram
Para fazer uma revolução

Causar um estrondo com o agitar das águas
Espalhar densas nuvens de areia para todo lado
A fim de não enxergar as mágoas
Ou escutar meu choro desolado

Seus esforços porém, foram em vão
Nem todas as forças juntas, da natureza
Poderiam salvar meu coração
Daquela explosão de tristeza

Seria mais fácil
O vento se incendiar
Toda a água secar
Do que me consolar

E mesmo que o oceano se esvaziasse
Minhas lágrimas, sem respeito
Em incessante busca pela liberdade
Encheriam de novo seu leito

Tantas vezes quantas tentei provar
Que o sentido da minha vida
Era lhe amar
Amor agora que se foi na despedida

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