quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Acordei com uma vontade enorme
Vontade de não dormir
Nem sei como controlar
Essa sensação que me faz ruir

Sinto-me tão... pouco
Para o que quero ser
Como se ficasse rouco
Com tanto para dizer

As emoções posso vê-las
Não as consigo segurar
Tanto tempo para entendê-las
E me transformar

Tudo bem que sua passagem
Já me faz enxergar divergente
Aquela mesma imagem
De ontem... hoje... diferente

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vejo o nada ouço as pessoas imóveis
Esperando que algo as movimente
Disfarçando para não serem surpreendidas
Por seus pensamentos insanos

Não se movem
Pois temem o silêncio
Podem ouvir sua voz sufocada
Pela falta de coragem
Ou excesso de medo

Um lamento quase mudo
Gritando com o que pode
E não pode nada... nada lhe é permitido

Mas também vejo a esperança
Nessas mesmas faces mortas
Vejo a luta pela liberdade
Através de olhares tristes
Mirando o longe... tentando escapar

A liberdade está perto... muito perto
É só voltar os olhos a si mesmo
Encontrar o que foi ignorado
Por não ser visto

terça-feira, 1 de novembro de 2011

De vez em quando
A esperança foge de mim
Então corro tanto
Com o amor que não tem fim

Até alcançá-la já cansada
Perdida em sonhos sem sentido
Quase derrotada
Com o espírito combalido

Não a deixo esmorecer
Por mais que tente se entregar
À derrota por não conhecer
Aquilo que só pode almejar

Mesmo se o chão não existir
Mostrando um caminho medonho
Estar vivo é não desistir
Buscar a realidade no sonho