quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Janela aberta

Não há nada mais fácil
Mais simples
Do que amar

Parece
Uma janela aberta
Nos convidando a debruçar

Ouvir uma doce voz
Ver um sorriso discreto
No cantinho da boca brotar

Ser acompanhado
Por olhos tímidos
Com medo bom de olhar

E uma vontade quente
De segurar aquelas mãos
Que não param de passear

Nada guarda no peito
O coração
Querendo pular

E se não estivermos apoiados
As pernas bambas
Não irão nos segurar

A respiração ofegante
Não é nervoso
É mais rápido sentir

O suave cheiro
Distribuindo pelo corpo
O cheiro de amar

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