Sua eloquência parece mais loucura
Tons escondidos explodem num repente
Subvertem a mente à doçura
Embalam levemente
Seu brilho reflete aos olhos
Até daqueles sem querer
É tanto que a noite fica mais escura
É tanto que não dá para ver
Todos os sentidos em mutação
Transcendem o etéreo
Uma nova criação
Profusão de sentido e mistério
A cada nota uma surpresa
Toda beleza descoberta
A cada toque a nobreza
Estado de alerta
Sua bruta suavidade
Faz do ar melodia
Lapidando a sonoridade
Pura harmonia
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Entre
Se for entrar
Por favor abra bem a porta
Não deixa a cortina torta
Pois quero te ver bem
Quero que conheça todos os cantos
Mesmo os mais difíceis de chegar
Para depois não falar
Que não te apresentei
Quero que entre outro dia
Com a luz apagada
E alcance com a alma velada
O que não pode ver
Que caminhe na bagunça e na ordem
Seguindo o coração
E os obstáculos não importem
Não há barreira para a sensação
Quero que alcance
O que mais posso te dar
Nem sei como se chama
Essa vontade de amar
É como se fosse
A entrada florida
De uma estrada longa... comprida
Sem vida para terminar
Depois... pode deixar sim
A porta aberta
Pelo menos uma fresta
Para o amor respirar
Por favor abra bem a porta
Não deixa a cortina torta
Pois quero te ver bem
Quero que conheça todos os cantos
Mesmo os mais difíceis de chegar
Para depois não falar
Que não te apresentei
Quero que entre outro dia
Com a luz apagada
E alcance com a alma velada
O que não pode ver
Que caminhe na bagunça e na ordem
Seguindo o coração
E os obstáculos não importem
Não há barreira para a sensação
Quero que alcance
O que mais posso te dar
Nem sei como se chama
Essa vontade de amar
É como se fosse
A entrada florida
De uma estrada longa... comprida
Sem vida para terminar
Depois... pode deixar sim
A porta aberta
Pelo menos uma fresta
Para o amor respirar
Derrotas
Tentativas frustradas
Sonhos mal sonhados
Esperanças desperdiçadas
Amores mal amados
Amizades desfeitas
Oportunidades perdidas
Tristezas refeitas
Emoções iludidas
Atitudes mal tomadas
Pensamentos incertos
Certezas equivocadas
Sentimentos desertos
Inestimáveis experiências
Participar da vida
... vivências
... sempre uma saída
Sonhos mal sonhados
Esperanças desperdiçadas
Amores mal amados
Oportunidades perdidas
Tristezas refeitas
Emoções iludidas
Atitudes mal tomadas
Pensamentos incertos
Certezas equivocadas
Sentimentos desertos
Inestimáveis experiências
Participar da vida
... vivências
... sempre uma saída
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Janela aberta
Não há nada mais fácil
Mais simples
Do que amar
Parece
Uma janela aberta
Nos convidando a debruçar
Ouvir uma doce voz
Ver um sorriso discreto
No cantinho da boca brotar
Ser acompanhado
Por olhos tímidos
Com medo bom de olhar
E uma vontade quente
De segurar aquelas mãos
Que não param de passear
Nada guarda no peito
O coração
Querendo pular
E se não estivermos apoiados
As pernas bambas
Não irão nos segurar
A respiração ofegante
Não é nervoso
É mais rápido sentir
O suave cheiro
Distribuindo pelo corpo
O cheiro de amar
Mais simples
Do que amar
Parece
Uma janela aberta
Nos convidando a debruçar
Ouvir uma doce voz
Ver um sorriso discreto
No cantinho da boca brotar
Ser acompanhado
Por olhos tímidos
Com medo bom de olhar
E uma vontade quente
De segurar aquelas mãos
Que não param de passear
Nada guarda no peito
O coração
Querendo pular
E se não estivermos apoiados
As pernas bambas
Não irão nos segurar
A respiração ofegante
Não é nervoso
É mais rápido sentir
O suave cheiro
Distribuindo pelo corpo
O cheiro de amar
Semente
Da terra úmida escondida
Luta pela vida
Mesmo no início... escura
Se desdobrando de seu conforto
Desbravando o desconhecido
No início frágil
Até um dia... fruto crescido
Entre intempéries e abalos
Reina altiva imponente
Para então distribuir
Semente
Luta pela vida
Mesmo no início... escura
Se desdobrando de seu conforto
Desbravando o desconhecido
No início frágil
Até um dia... fruto crescido
Entre intempéries e abalos
Reina altiva imponente
Para então distribuir
Semente
Ressaca
Palavras e mais palavras
Sentido indefinido
... jogadas
Tempestade de letras aleatórias
Ideias perdidas sem lógica
Mente difusa achada no caos
Transbordam dores agudas
Circunflexas ao redor
Sentenças injustificadas
Coram as faces
Vozes ditas sem retorno
Uma vez lançadas...
Delas se arrepender... não mais
Entendê-las...
Jamais...
Sentido indefinido
... jogadas
Tempestade de letras aleatórias
Ideias perdidas sem lógica
Mente difusa achada no caos
Transbordam dores agudas
Circunflexas ao redor
Sentenças injustificadas
Coram as faces
Vozes ditas sem retorno
Uma vez lançadas...
Delas se arrepender... não mais
Entendê-las...
Jamais...
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Se...
Se as flores
E todas as suas cores
Entrassem em mim
Explodiriam o universo
Colorindo cada ponto
Cada rastro de luz
Perfumando os vazios
Do escuro sem fim
Correriam um momento
Mais... muito mais
Do que o tempo
Indo tão longe
Que não mais seriam
Flores... seriam... amores
E todas as suas cores
Entrassem em mim
Explodiriam o universo
Colorindo cada ponto
Cada rastro de luz
Perfumando os vazios
Do escuro sem fim
Correriam um momento
Mais... muito mais
Do que o tempo
Indo tão longe
Que não mais seriam
Flores... seriam... amores
terça-feira, 4 de novembro de 2014
O que será o amor
Pode ser um carinho
Um sorriso infinito
Pode ser de mansinho
Um verso bonito
Pode ser uma companhia
Uma longa conversa
Pode ser andar juntinho
Um abraço sem pressa
Pode ser só olhar
Um daqueles... de admirar
Pode ser um pensamento
Que dure todo momento
Pode ser uma flor na mão
Outra... no coração
Pode ser uma declaração
Uma vida de paixão
Pode ser a alegria
De te ver todo dia
Pode ser o desejo
De estar em seu beijo
Pode ser só a presença
Num momento de silêncio
Pode ser a compreensão
Quando não há explicação
Pode ser estar junto
Mesmo quando distante
Pode ser a voz que acalma
A alma hesitante
Pode ser o amor
A força do coração
Pode ser o amor
Só amor
Um sorriso infinito
Pode ser de mansinho
Um verso bonito
Pode ser uma companhia
Uma longa conversa
Pode ser andar juntinho
Um abraço sem pressa
Pode ser só olhar
Um daqueles... de admirar
Pode ser um pensamento
Que dure todo momento
Pode ser uma flor na mão
Outra... no coração
Pode ser uma declaração
Uma vida de paixão
Pode ser a alegria
De te ver todo dia
Pode ser o desejo
De estar em seu beijo
Pode ser só a presença
Num momento de silêncio
Pode ser a compreensão
Quando não há explicação
Pode ser estar junto
Mesmo quando distante
Pode ser a voz que acalma
A alma hesitante
Pode ser o amor
A força do coração
Pode ser o amor
Só amor
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Dias chuvosos
Sempre gostei mais
Dos dias chuvosos
Aos ensolarados
Uns chamam...
... do que chamarem
Eu chamo... de eu
Tudo é necessário
Sol, chuva, vento
Eu
Me reconheço em qualquer tempo
Isso basta para o tempo
Não importar
Ao mesmo tempo
Me adapto ao tempo
Para o tempo não notar
Passo por ele
Deixando sim
Algo de mim
Mas trazendo comigo
O que só o tempo
Pode levar
Dos dias chuvosos
Aos ensolarados
Uns chamam...
... do que chamarem
Eu chamo... de eu
Tudo é necessário
Sol, chuva, vento
Eu
Me reconheço em qualquer tempo
Isso basta para o tempo
Não importar
Ao mesmo tempo
Me adapto ao tempo
Para o tempo não notar
Passo por ele
Deixando sim
Algo de mim
Mas trazendo comigo
O que só o tempo
Pode levar
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Presente
É algo que vem
Não sei o quê
Fico buscando...
... tentando ver
Uma luz talvez...
... e toda luz que vejo
Meu desejo
É que seja a sua
Iluminando o caminho
O olhar disperso
O universo disconexo...
... seus mistérios
Deixa sua trilha iluminada
De luz perfumada
Por seu charme natural
Onde passa...
E nunca termina
Num rastro infinito
Tão doce, tão bonito
Que me fascina
Não sei o quê
Fico buscando...
... tentando ver
Uma luz talvez...
... e toda luz que vejo
Meu desejo
É que seja a sua
Iluminando o caminho
O olhar disperso
O universo disconexo...
... seus mistérios
Deixa sua trilha iluminada
De luz perfumada
Por seu charme natural
Onde passa...
E nunca termina
Num rastro infinito
Tão doce, tão bonito
Que me fascina
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Para um amor
Procuro uma paixão como aquela...
... quando todas as estrelas
Eram só uma
E o universo... meu
Quando o tempo corria, se adiantava
Para depois ficar parado... horas
Te vendo passar
E eu... ao teu lado
Quando o sorriso era todo dia
E todo dia era dia... e noite iluminada
Nada fazia o céu apagar
Ninguém fazia
Quando todas as flores sorriam
Por teus olhos de cor
Pela flor dos seus cabelos
Em ondas e esplendor
Quando se dobravam... as flores
Ainda injustiçadas
Pela beleza de quem as recebia
E de tristeza, choravam
Quando o Sol era fraco pálido
Um simples ponto distante
Ofegante tentando aparecer...
... nem se via
Quando o vento levante
Soprava incessante
Para o frescor de sua face
Nunca acabar
Quando o universo e tudo que existe
Se encerrar...
... ainda vou lembrar
Desse tempo....
... quando todas as estrelas
Eram só uma
E o universo... meu
Quando o tempo corria, se adiantava
Para depois ficar parado... horas
Te vendo passar
E eu... ao teu lado
Quando o sorriso era todo dia
E todo dia era dia... e noite iluminada
Nada fazia o céu apagar
Ninguém fazia
Quando todas as flores sorriam
Por teus olhos de cor
Pela flor dos seus cabelos
Em ondas e esplendor
Quando se dobravam... as flores
Ainda injustiçadas
Pela beleza de quem as recebia
E de tristeza, choravam
Quando o Sol era fraco pálido
Um simples ponto distante
Ofegante tentando aparecer...
... nem se via
Quando o vento levante
Soprava incessante
Para o frescor de sua face
Nunca acabar
Quando o universo e tudo que existe
Se encerrar...
... ainda vou lembrar
Desse tempo....
sábado, 11 de outubro de 2014
Petrolina
Nem mesmo me conheceu
Como num sonho que tive
Um sonho
Em que seria minha
Árida brilhante
Seu calor aconchegante
Estalos crepitantes
Que ainda ouço
Se soubesse o que sou
Não me deixaria partir
Não sem voltar
Em suas águas
Rasas para o tanto de lágrimas
Que passou por meus olhos
Deixei minha melhor impressão
E o momento que te perdi
Foi marcado como teu solo
Duro... áspero...
E belo
Como num sonho que tive
Um sonho
Em que seria minha
Árida brilhante
Seu calor aconchegante
Estalos crepitantes
Que ainda ouço
Se soubesse o que sou
Não me deixaria partir
Não sem voltar
Em suas águas
Rasas para o tanto de lágrimas
Que passou por meus olhos
Deixei minha melhor impressão
E o momento que te perdi
Foi marcado como teu solo
Duro... áspero...
E belo
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
No meio das linhas
Às vezes é difícil
Ler as entrelinhas
Não sei se leio as entrelinhas
Ou aquilo que espero....
... esteja escrito nelas
Não existem
Lemos o que não vemos
As palavras que ordenamos
As que queremos
O sentido que damos
Às entrelinhas
Ler as entrelinhas
Não sei se leio as entrelinhas
Ou aquilo que espero....
... esteja escrito nelas
Não existem
Lemos o que não vemos
As palavras que ordenamos
As que queremos
O sentido que damos
Às entrelinhas
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Luz
Sinto uma luz insuportável em mim, expandindo de meu peito de um modo que não consigo me ver.
Abre meus caminhos tão amplos que mesmo parado vou aonde nunca fui.
Sou um feixe uma faixa um foco dessa luz, distorcido da realidade por tanta força infinita...me expulsa de meu próprio ser... para ser.
Não sei de onde, nem como vai... vou... não sei... só consigo, impulsionado... ir....
domingo, 27 de julho de 2014
Ninguém
Como é triste
A tristeza de não amar ninguém
Meu peito reclama...
... e clama
Seu vazio
Como é triste só sonhar
E ver desperdiçar...
... o amar
Que de tão lindo
No sonho...
...perde-se na solidão
Se perde nos momentos de êxtase
Quando toda perfeição de amar
Não passa de ilusão
Como deve ser bom
Alguém a quem se queira amar...
... já nem lembro
Para chamar de linda
Para que a dor... finda
E traga de volta
Todo momento de esplendor
Alguém que não saia dos meus olhos
Nem no sonho
E que em meus sonhos
Seja meus olhos
Meu reflexo
Minha alma... repleta da sua... alma...
Estou cansado de não ter esse amor
Estou cansado de ter esse amor
Só em mim
Desse amor que não nasce
Desse amor que me engana
Desse... do sonho
Da carne, da alma
Tremor... sem febre
Dor sem dor
Sonho sem sono
Amor sem amor
A tristeza de não amar ninguém
Meu peito reclama...
... e clama
Seu vazio
Como é triste só sonhar
E ver desperdiçar...
... o amar
Que de tão lindo
No sonho...
...perde-se na solidão
Se perde nos momentos de êxtase
Quando toda perfeição de amar
Não passa de ilusão
Como deve ser bom
Alguém a quem se queira amar...
... já nem lembro
Para chamar de linda
Para que a dor... finda
E traga de volta
Todo momento de esplendor
Alguém que não saia dos meus olhos
Nem no sonho
E que em meus sonhos
Seja meus olhos
Meu reflexo
Minha alma... repleta da sua... alma...
Estou cansado de não ter esse amor
Estou cansado de ter esse amor
Só em mim
Desse amor que não nasce
Desse amor que me engana
Desse... do sonho
Da carne, da alma
Tremor... sem febre
Dor sem dor
Sonho sem sono
Amor sem amor
domingo, 20 de julho de 2014
Quem somos
Por mais que o tempo renasça
Por mais voltas que a Terra passa
Não há quem faça
Mais te amar do que eu
Não há quem brilhe
Mais do que ti
Em meu céu
Não há alma que mais sorri
Doce mel
Pois és...
Tudo
És o todo
Que há em mim
Por mais voltas que a Terra passa
Não há quem faça
Mais te amar do que eu
Não há quem brilhe
Mais do que ti
Em meu céu
Não há alma que mais sorri
Doce mel
Pois és...
Tudo
És o todo
Que há em mim
quarta-feira, 2 de julho de 2014
O meu jardim
Tem uma flor
Se abrindo no meu jardim
Imagino, seja para mim
Pequena, por enquanto
Se abre com medo…
… encanto
Se esconde
Talvez do vento
Talvez… do tempo
Talvez…
… no retrato
No canto
Canta o mundo
Meu mundo
O meu jardim
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Ira
E o vento vem
Redimindo... ora não
O pensamento...
... e cai
Carrega de vez
A leva que te trouxe
E mesmo eterna sua ida
Que minha ira te persiga
Para saber o que sinto
E assim
Me extirpa sua raiva...
... eternamente
quarta-feira, 26 de março de 2014
Ser
Não entendo esses seres
Esse ser
Esse entender
Nem espero
Saber
Não é para isso que existo
Não é por isso
Que existe
O entender
A isso devo
O existir
E tudo o que existe
À minha volta
O sentido que aponta
É viver ao seu redor
Apenas
A um desses existir
Meu coração pertence
Tão pequeno
Que até some
Do meu próprio peito
E quando vejo….
Não, não o vejo
Só sinto seu pulsar
Pequeno suspiro
Tomado pelo
Desterro de ser…
Tão pequeno
E assim consumido
Foge fugido
Corroído
Pelo próprio fel
Se esconde
Some
Corre cala...
...e cala
Em sua própria
Pequenez não cabe
Por não ser
Força
Qual sou eu no meio disso
Um coadjuvante
Mero assistente
Não outra coisa
No meio disso
Não vale mais falar, somente
Mas sim, aceitar
Que a semente é mais forte
Pois se ergue sem esperança
E balança sem dobrar
Assinar:
Comentários (Atom)