Quero viver de amor
Mesmo que seja
Só em mim
Mesmo que os tormentos...
... do amor
Sejam a constante por vivê-lo
Quero o amor
Em cada partícula
Em cada ínfimo momento
Em cada volta que dou
Em cada novo descobrimento
Não cabe mais
O não amor
Em minha pequena vida
E se for sofrida
Que seja por amar
Que seja o exagero
Do amor que enxerga
Só o que quer
E aquilo que o cega
Então não existe
Não se vê
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O Finito
Esperar acontecer
Sem razão
Deixar a vida morrer
Sem direção
É ignorar o sonho
Perder a esperança
Se ver tristonho
Envelhecer sem lembrança
Não é fácil caminhar
Desviar das pegadas
Desbravar
Criar novas estradas
Melhor percorrer
Nossa distância vivendo
Do que correr atrás do infinito
Morrendo
Sem razão
Deixar a vida morrer
Sem direção
É ignorar o sonho
Perder a esperança
Se ver tristonho
Envelhecer sem lembrança
Não é fácil caminhar
Desviar das pegadas
Desbravar
Criar novas estradas
Melhor percorrer
Nossa distância vivendo
Do que correr atrás do infinito
Morrendo
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Euforia
Quando me atinge essa sensação
Fico pequeno perto de mim
Caminho bem longe do chão
E meu sorriso não encontra o fim
Chego a me achar estranho
Parece que me acompanha uma luz
Então percebo que não tem tamanho
Essa leveza que me seduz
Tudo ao meu redor se transforma
Por instantes só o que sou existe
A emoção assume uma forma
Me tirando desse universo triste
Quem assim me enxerga
Me vê com alegria
Gravando em minha alma
Uma inexplicável e deliciosa euforia
Fico pequeno perto de mim
Caminho bem longe do chão
E meu sorriso não encontra o fim
Chego a me achar estranho
Parece que me acompanha uma luz
Então percebo que não tem tamanho
Essa leveza que me seduz
Tudo ao meu redor se transforma
Por instantes só o que sou existe
A emoção assume uma forma
Me tirando desse universo triste
Quem assim me enxerga
Me vê com alegria
Gravando em minha alma
Uma inexplicável e deliciosa euforia
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
A Chuva
Quem dera essa chuva
Virasse um furacão
Me obrigando a lhe envolver
Se aconchegando em meus anseios
Se pudesse lhe abraçar
Sentir seu perfume
Sufocar meus medos
Reprimidos no olhar
Não a deixaria voar
Sem que eu fosse lançado
Contra seu desejo
Entrando assim em seu pensamento
Virasse um furacão
Me obrigando a lhe envolver
Se aconchegando em meus anseios
Se pudesse lhe abraçar
Sentir seu perfume
Sufocar meus medos
Reprimidos no olhar
Não a deixaria voar
Sem que eu fosse lançado
Contra seu desejo
Entrando assim em seu pensamento
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Torrente
O amor é algo que flui
Como a água de uma mina cristalina
Vem das entranhas mais profundas
Onde são extirpadas suas toxinas
Nasce puro, leve cheio de frescor
Inicia seu caminho inocente
Até se transformar num caudaloso fervor
Seguindo uma direção e a corrente
Navegar nessas águas é imprudente
Mas nada me impedirá de mergulhar
Nem mesmo o risco de ser inconsequente
Ou me afogar
Então o melhor é ser levado
Por esse rio de destino duvidoso
Até onde suas águas se acalmam
E o amor deixa de ser perigoso
Como a água de uma mina cristalina
Vem das entranhas mais profundas
Onde são extirpadas suas toxinas
Nasce puro, leve cheio de frescor
Inicia seu caminho inocente
Até se transformar num caudaloso fervor
Seguindo uma direção e a corrente
Navegar nessas águas é imprudente
Mas nada me impedirá de mergulhar
Nem mesmo o risco de ser inconsequente
Ou me afogar
Então o melhor é ser levado
Por esse rio de destino duvidoso
Até onde suas águas se acalmam
E o amor deixa de ser perigoso
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Derrotas
Na vida perdemos algumas batalhas pessoais
E a cada derrota ganhamos a leveza
De tê-las deixado para trás
Assumindo os erros
E assim continuarmos nossa saga
Sempre felizes apesar de tudo
Pois uma coisa é certa
Só perde quem luta
E a cada derrota ganhamos a leveza
De tê-las deixado para trás
Assumindo os erros
E assim continuarmos nossa saga
Sempre felizes apesar de tudo
Pois uma coisa é certa
Só perde quem luta
Estática
Sempre olho a mesma imagem
E essa imagem sempre muda
Ou será meu olhar que nunca é o mesmo
Apesar de ser eu o mesmo que vejo
Penso que tudo apesar de parado
Tem seu movimento
E tudo muda como meus olhos
A todo momento
E o momento transforma o que enxergo
Em algo que não percebo
Sempre vejo a mesma imagem
Pois ela existe em meu pensamento
E essa imagem sempre muda
Ou será meu olhar que nunca é o mesmo
Apesar de ser eu o mesmo que vejo
Penso que tudo apesar de parado
Tem seu movimento
E tudo muda como meus olhos
A todo momento
E o momento transforma o que enxergo
Em algo que não percebo
Sempre vejo a mesma imagem
Pois ela existe em meu pensamento
sábado, 4 de fevereiro de 2012
A volta do vento
Sou afligido por um calor constante
Pois não sinto o vento
Insiste em ficar distante
Aprisionado pelo tempo
Não enxerga regra...
... numa rajada, está longe
Na outra, me pega
E nada mais responde
A razão, os sentidos
A consciência
As palavras os ouvidos
A inteligência
O cognitivo se disfarça
Por medo de ser tomado
E então rechaça
Mesmo sendo clamado
Vai e vem... o vento
Num balé angustiante
Quero estar ao relento
Quando passar galopante
Pois não sinto o vento
Insiste em ficar distante
Aprisionado pelo tempo
Não enxerga regra...
... numa rajada, está longe
Na outra, me pega
E nada mais responde
A razão, os sentidos
A consciência
As palavras os ouvidos
A inteligência
O cognitivo se disfarça
Por medo de ser tomado
E então rechaça
Mesmo sendo clamado
Vai e vem... o vento
Num balé angustiante
Quero estar ao relento
Quando passar galopante
Encontro
A beleza pode estar
Aonde não se espera
Ao menos aos olhares rasos
Que só enxergam o que a luz revela
Deixando fugir da visão
Aquilo que a escuridão silencia
Atrás da barreira da percepção
Ofuscada pela lâmina frágil da hipocrisia
A beleza mais bela
Não se mostra aos julgamentos
Nem padrões, é aquela
Sustendada por sentimentos
Se resguarda e assim
Cultiva inúmeros encantos
Tantos que não tem fim
O tempo para ouvir seus prantos
Aonde não se espera
Ao menos aos olhares rasos
Que só enxergam o que a luz revela
Deixando fugir da visão
Aquilo que a escuridão silencia
Atrás da barreira da percepção
Ofuscada pela lâmina frágil da hipocrisia
A beleza mais bela
Não se mostra aos julgamentos
Nem padrões, é aquela
Sustendada por sentimentos
Se resguarda e assim
Cultiva inúmeros encantos
Tantos que não tem fim
O tempo para ouvir seus prantos
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