terça-feira, 31 de março de 2015

Adormecida

Não sei se vejo em seus olhos
Aquilo que desejo
Talvez seu beijo
Me faça ver

Suas palavras incertas
Deixam dúvidas
Certezas difusas
Repousam em seu âmago

Desperta seja
Sua alma... em mim
Fonte de sua luz
Lar de seu ser

E traga contigo
A mais bela
De todas... belas...
... Você

quinta-feira, 26 de março de 2015

Uma linda surpresa

Não do tempo
Esse não existe
Para você ele se dobra

Um instante
Em seu sorriso
Vale a eternidade

Ah... seu olhos
Buscando a si mesma
Se confundem nos meus

Deixam um rastro
De ternura
Perfume para a alma

Seus lábios
Dizem o que querem
Não o que podem

Seu segredo é revelado
Na expressão de seus gestos
Doces encantos disfarçados

Me arrebatam
De tudo o que existo
E o que sinto se revela

Não existe um corpo
Físico ou celeste
Em que caiba tanta emoção

Meu sangue não corre
Tomado pela poesia
Que emana de seu mistério

Evaporou em palavras
Vermelhas de vergonha

E agora em minhas veias
Só há sua cor

segunda-feira, 23 de março de 2015

Zênite

Entre as nuvens
De um suave céu
Surge um raio
Explodindo em luz....

Não há mundo que conheça
Único encanto
Ou estabeleça
Beleza sutil

Um leve suspiro
Flutua em meu pensamento
E não há mais momento
Vazio

Quero em minhas mãos
Essa brisa sem fim
Toda vez que passa
Me elevando de mim

quinta-feira, 19 de março de 2015

Aquarelas

Após diversas mortes...
... renasço
Sem memória...
... mais forte

À sorte dos erros
Disposto a guardar
Mais um pedaço
De infinitos pedaços...
... de amor

Pois o que fica
De tantos e tantos vazios
São os fragmentos
De bons pensamentos
E sensações belas

Como aquarelas
Sobrepondo-se em camadas
A cada pincelada...
... outra cor de amor

Fica impressa
Uma tatuagem eterna
Sempre, sempre, sempre...
... busco sua imagem

Cinzas

Não me deixa esquecer
Nem um dia ou minuto
Nem quando não escuto
Seu clamor torturante

Em meu peito
Faz questão de arder
Essa sensação em mim
Não acaba... sem fim

Para mostrar que é mais forte
Comanda até a sorte
Não me deixa respirar...
... divagar

Meus sonhos são instrumentos
Transmutam-se tormentos
De minha ilusão

Já não controlo meu olhar
Me foge longe... pensar
Não é meu o que eu era

Ficaram centelhas
Cinzas ainda quentes
De ideias ferventes
Virando pó

quinta-feira, 12 de março de 2015

Espaço

No vazio
Tudo pode
O inimaginável
Nem acontece

Pode nunca
Ser preenchido
E ao descerrar as ilusões
Permanecer real

No vazio
O repleto é pouco
Não alcança a imensidão
Do nada

Então não existe
Não ocupa espaço nenhum
Só a imaginação
Um espaço vazio

Perdição

Ah, essa inquietude….
Faz com que os sentidos
Desorientem-se
Se cruzem

Se encontrem
Se confundam 
Se choquem
Misturam a ilusão

Ninguém mais sabe o que faz
O que sente o que diz
O que enxerga…
… escutar então…

Nessa tempestade
Inconstante direção
Tudo se eleva
Acima da razão

Melhor mergulhar
Nesse caldo incerto
Repleto de opção
Até que me encontre...
... ou não