quarta-feira, 26 de março de 2014

Ser


Não entendo esses seres
Esse ser
Esse entender

Nem espero
Saber
Não é para isso que existo

Não é por isso
Que existe
O entender

A isso devo
O existir
E tudo o que existe
À minha volta

O sentido que aponta
É viver ao seu redor
Apenas

A um desses existir
Meu coração pertence
Tão pequeno
Que até some
Do meu próprio peito

E quando vejo….
Não, não o vejo
Só sinto seu pulsar
Pequeno suspiro

Tomado pelo
Desterro de ser…
Tão pequeno

E assim consumido
Foge fugido
Corroído
Pelo próprio fel

Se esconde
Some
Corre cala...

...e cala

Em sua própria
Pequenez não cabe
Por não ser

Força


Qual sou eu no meio disso
Um coadjuvante
Mero assistente

Não outra coisa
No meio disso

Não vale mais falar, somente
Mas sim, aceitar
Que a semente é mais forte

Pois se ergue sem esperança
E balança sem dobrar