sábado, 15 de setembro de 2012

E amar...

E amar... e amar... e amar...
Palavra sem sentido
Mais do que palavra
Sentimento imperfeito

Não se ocupa da forma
Muito menos vê defeito
Carrega o peso
De seu sentido

Não diz nada
A quem não a quer
Sensação inodora
Insípida também

Extrapola os limites da alma
Não há descrição que a assimila
Nem dicionário capaz de explicar
Tão bem o bem que faz senti-la

Frescor

A mente
Porta para o conhecimento
Essência invisível latente
Suporte do sentimento

É preciso mantê-la aberta
A fim de arejar o pensamento
Permitir a troca e a descoberta
Engrenagem de seu funcionamento

Não temer o desconhecido
Estar disposto a aceitar
E, se mesmo vencido
Permitir ao novo entrar

Misturando vontade e sensação
Desordenadamente em disparada
Como a multidão
Em correria desenfreada

E nessa bagunça, é o que sabemos
Somos feitos de informação
E a maneira como a recebemos
Constrói nossa visão

Constelação

Vejo vários pontos brilhantes
Nesse chão estrelado
Todos representam ao menos um sentimento distante
A ser compartilhado

Que surpresa
Diante da imensidão
Fui repousar no meio desta beleza
Repleto de satisfação

Dentre tantos, sós
Cada qual em seu universo restrito
A diferença quem faz somos nós
Unidos iluminando o infinito

Essa luz que não finda
É o reflexo do que não se pode apagar
Viaja do eterno, mais além ainda
Carregando o sentido de amar