quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Nocaute

O amor, simples ensejo
Uma convicção
Amar não é só desejo
Pura libertação

Quando é só o que há a oferecer
Feliz de quem puder aceitar
É preciso além de entender
Querer acreditar

É preciso a mente livre
Ultrapassando barreiras
E um olhar curioso
Que supere a cegueira

Enxergar além da vontade
Além de si mesmo, digerir o orgulho
Assumir nossa verdade
Mesmo que ela nos dê um murro

Se sobreviver...
...esse é... o amor

domingo, 12 de agosto de 2012

Ilusão

O olhar não revela a visão
E sim, quem a procura
Desmascarado com a ilusão
Disfarçado pela loucura

Trai sua própria verdade
Convicta e frágil imagem
Concebida com a vaidade
Da mente... auto-sabotagem

Um cego devaneio de insanidade
Obscurecendo a nitidez
De uma límpida realidade
Na felicidade da lucidez

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Saudade

Não se espante se um dia
Ao dormir ou sonhar
A luz da noite imprimir
A saudade em seu olhar...

Nenhum amor se perde assim
Sem experimentar a dor
De chegar ao fim
E enfim... aceitar

Mas o amor... não acaba
E sim, uma história
Por mais que se encerre
Fica na memória

Como uma boa lembrança
Do que não deve mais voltar
E a esperança
Perpetua o amar


domingo, 5 de agosto de 2012

Sempre

Ainda continua comigo
Mesmo sem ter agora, motivo
Poderia simplesmente esquecer
Mas não faria sentido, prometer

Se não fosse o bastante
E minha vontade cega, já muito adiante
Não pudesse compreender
Aquilo que a razão não admite

Um desleixado capricho da paixão
Ao tornar eterno, o amor,
Ensina ao coração
Sublimar a dor

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ante o amar, só meu
Amando assim
Na ilusão se perdeu
O egoísmo sufocando num nó

Foi-se o ar
E o vácuo não floresce
Cansado de lutar
O amor não padece

Jamais esquece
A forma que molda
O que no amor prevalece