segunda-feira, 25 de junho de 2012

Feixes de Luz

Os feixes de luz
Não mostram mais o que quero
Minha visão não reproduz
A imagem que espero

É a realidade atravessando
Meu sonho e olhar
Estraçalhando a vaidade
Transformando meu pensar

São tantos fragmentos
Se unindo num mosaico
Confuso em meus pensamentos
Num ângulo prosaico

E hoje não querendo
Enxergar o que vejo
Meus olhos temendo
Me roubam o desejo

Oportunidades

Se as oportunidades que temos
Dependem do quanto tentamos
Então errar é um acerto...
... que errando criamos

O resultado pode ser ruim
Distante do esperado
Coragem é ir ao fim
Até que seja amenizado

Acertar é não desistir
Mesmo na dúvida perseverar
Sem saber o que está por vir
Não tentar é perder a chance de acertar

Distância

A marca de uma amizade
Não se desfaz nem com o tempo
Se intensifica quando a saudade
Nos faz recordar de cada momento

É uma impressão tão linda
Fica gravada na memória
Uma sensação que não finda
Inesquecível em nossa história

Só é superada por um reencontro
Em que as emoções novamente unidas
Renovam-se com tamanha força
Que a distância nunca será a despedida

segunda-feira, 18 de junho de 2012

No escuro

Naquele caminho escuro
Ontem, muito chorei
Numa mistura de raiva... mais de felicidade
Por todo ele não me encontrei

Nem as lágrimas serviram para me guiar
Escorrendo por minha face
Não sabiam que rumo tomar
Esperei que secassem

Ficaram confusas, sem saber se enchiam meus olhos de tristeza
Ou se evaporavam em meus lábios cheios de alegria
De toda forma representavam a beleza
De um sonho que sonhei um dia

Desequilíbrio

Não consigo assimilar tudo o que as palavras me proporcionam...
... que seja, pois assim, sempre fica sobrando poesia em minha vida
As ideias circulam por minha mente, e muito mais do que minha voz consegue mostrar, me emocionam
Por isso saio do prumo, não tento me equilibrar

Às vezes vou ao chão, é verdade... mas do mesmo jeito me levanto
Isso me faz ver o que do alto não consigo enxergar
Pois a emoção não tem hora nem local para me mostrar seu encanto
E minha alma não tem portas para impedi-la de entrar

domingo, 17 de junho de 2012

Verdade

A vida se encarrega de nos mostrar a verdade
E nem o tempo a consegue sufocar
Sua voz pode ser tolhida pela maldade
Mas essa, não a pode matar

Estará sempre escondida
Nas contradições do pensamento
E quando menos se espera
Surge com seu argumento

Aniquilando as falsas proposições
A mentira vil e indecente
Exterminando as levianas convicções
E a perversa atitude inocente

Pois a vida prevalece
Não importa tal embuste sorrateiro
Jamais a verdade padece
Viver é ser verdadeiro

sábado, 9 de junho de 2012

Dança, vento

Nem senti o vento, de tão singelo
Simplesmente arrancou do que sei
Tudo o que até hoje acreditei ser belo
E graciosamente, em minha mente, gravei

Ainda agora não consigo crer
Se foi ilusão, não foi, a minha imaginação
Não conseguiria criar sem me perder
De tão sublime minha própria criação

Que deslumbrante visão
Por um momento, tão longo que ainda persiste
Me fez esquecer tudo o que já vi
E acreditar que só ela existe

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A mim

Amar é ser livre
É não ter barreiras
Amar é um caminho aberto
Para dedicar-se a alguém

Amar não é dividir
Mas compartilhar
Amar não é reprimir
O amor tem que caminhar

Sentir os aromas do tempo
Ver as cores e não tocar
É estar ao vento
E ainda assim querer voltar

Amar não é temer
Amar não é sofrer
Amar não é depender
Amar é aprender

É ter repleto o pensamento
Com quem se quer amar
Sentir sua presença a todo momento
Deixar a lembrança buscar

O amor tem que ser livre
Para poder se aconchegar
Em outro amor que também vive
Livre para amar